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Tentativas de feminicídio sobem 56% em Minas Gerais em 2024, revela Sejusp

Reprodução
Minas Gerais enfrenta um preocupante aumento nos casos de violência contra mulheres.

Entre janeiro e outubro de 2024, o estado registrou 217 tentativas de feminicídio, representando um aumento de 56% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram notificadas 139 ocorrências.

Os dados, fornecidos pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), destacam um cenário alarmante de insegurança para as mulheres. O levantamento aponta que, em média, cinco mulheres foram vitimadas por semana e 22 por mês no estado.

O mês de março foi o mais violento, com 28 ocorrências registradas. Especialistas destacam a necessidade de medidas mais robustas para prevenir a violência, amparar as vítimas e combater a impunidade.

A advogada criminalista e especialista em violência contra a mulher, Isabela Pedersoli, reforça que os esforços atuais ainda são insuficientes. “Quanto mais o Estado investir em espaços e profissionais capacitados para acolher e processar as demandas das vítimas, maior será a chance de revertermos esse quadro. É necessário investir em estrutura e na educação, promovendo uma mudança cultural para combater a visão de que mulheres são meros objetos de pertencimento masculino”, alerta.

Isabela também aponta a importância de construir delegacias especializadas, capacitar agentes públicos e fortalecer redes de apoio. “O endurecimento das penas para feminicídio é importante, mas por si só não resolve o problema.

Educação e acolhimento são fundamentais para transformar a realidade.
Em nota, o Governo de Minas Gerais reafirmou seu compromisso com políticas de combate à violência contra a mulher e a aplicação da Lei Maria da Penha, destacando ações voltadas à prevenção e ao auxílio das vítimas.

Contudo, especialistas argumentam que os números mostram a urgência de reforçar as ações existentes e criar novas estratégias de prevenção.
O aumento significativo das tentativas de feminicídio em Minas Gerais ressalta a necessidade de políticas públicas mais abrangentes e um esforço coletivo para promover a equidade de gênero e a segurança das mulheres.

Fonte:Otempo

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