Reforma ministerial de Lula segue indefinida e gera apreensão no governo
gazetadevarginhasi
há 1 dia
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A reforma ministerial esperada para o início deste ano segue indefinida e tem gerado apreensão entre ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alguns nomes cuja saída era dada como certa ainda permanecem no cargo, mas sem qualquer garantia de que seguirão na Esplanada dos Ministérios.
Entre os que aguardam definição estão Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) e Cida Gonçalves (Mulheres), cujas agendas e ações têm recebido pouca atenção do governo. Um exemplo foi o Dia Internacional da Mulher deste ano: em 2023, houve cerimônia no Palácio do Planalto, e em 2024, um pronunciamento nacional da ministra. Já em 2025, nenhuma ação formal foi realizada.
Também estão nesse grupo Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário). A eventual saída de Dias, por exemplo, é considerada delicada, já que ele comanda o Bolsa Família e outras políticas sociais estratégicas para o governo. Ainda assim, sua pasta desperta interesse de partidos de centro, como o PSD.
Todos esses ministérios são ocupados por nomes do PT. Caso ocorram mudanças, a preferência dentro do partido é manter essas áreas sob controle petista, já que elas lidam diretamente com políticas sociais e diálogos com movimentos como o MST.
Articulação política e expansão da base
Além de manter sua base fiel, Lula busca garantir apoio de siglas como União Brasil, Republicanos, PP, PSD e MDB. Juntos, esses partidos comandam 11 ministérios e são fundamentais para a governabilidade no Congresso.
O presidente tem intensificado o diálogo com líderes dessas legendas para medir o grau de apoio ao governo e avaliar alianças para 2026. No entanto, o cenário é desafiador: o União Brasil deve lançar a pré-candidatura de Ronaldo Caiado, enquanto PP e Republicanos tendem a apoiar Tarcísio de Freitas, que pode contar com o respaldo do PL caso Jair Bolsonaro permaneça inelegível.
Ainda assim, há figuras dessas siglas que podem seguir com Lula. Um exemplo é o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos), que já declarou apoio à reeleição do petista.
A indefinição sobre a reforma ministerial, porém, torna as negociações mais complexas. A menos de um ano e meio das eleições, aceitar um ministério agora significa vincular-se diretamente ao governo em um momento de queda na aprovação presidencial. Isso pode fazer com que algumas siglas hesitem antes de embarcar oficialmente na base governista.
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