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Planejamento falho e preços altos pesam no bolso do consumidor

  • gazetadevarginhasi
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Desde a redemocratização, o Brasil enfrenta desafios persistentes na condução de sua política econômica. Problemas logísticos, entraves estruturais e a falta de um planejamento estratégico de longo prazo continuam comprometendo o desenvolvimento do país e impactando diretamente a população.

Atualmente, um dos reflexos mais evidentes dessa realidade está no custo dos alimentos. Apesar de ser o maior produtor mundial de alimentos e garantir segurança alimentar para mais de um bilhão de pessoas, os preços nos supermercados brasileiros seguem elevados. Mas quais são os principais fatores por trás desse cenário?

A alta nos preços não pode ser atribuída exclusivamente aos alimentos. No momento, a colheita da primeira safra de grãos reduz a oferta de milho e soja, essenciais para a alimentação de aves, suínos e bovinos, o que encarece os derivados desses produtos. Além disso, eventos climáticos afetaram a produção de café, enquanto surtos de gripe aviária nos Estados Unidos e o aumento do consumo interno pressionaram o preço dos ovos. Esses fatores impactam o mercado, mas há questões estruturais mais profundas em jogo.

O chamado "Custo Brasil" é um dos principais responsáveis pela pressão sobre os preços. A precariedade logística, a falta de investimentos em infraestrutura e a instabilidade econômica ampliam os desafios do setor produtivo. A taxa Selic elevada, por exemplo, encarece o crédito, desvaloriza o real e compromete toda a cadeia produtiva, impactando o consumidor final.

A inflação elevada não beneficia ninguém. Ela reduz o poder de compra da população e trava o crescimento econômico do país. Para reverter essa situação, é essencial investir em rodovias, ferrovias, portos e energia renovável. O Brasil tem potencial para deixar de ser apenas uma economia emergente e consolidar-se como uma potência global.

A sociedade também tem um papel fundamental nesse processo: escolher líderes comprometidos com planejamento estratégico e crescimento sustentável é essencial para um futuro mais próspero. Se as mudanças não forem feitas agora, ao menos é preciso garantir que as próximas gerações encontrem um país mais estruturado e competitivo.

O Sistema Faemg Senar seguirá atuando na defesa e no apoio aos produtores rurais mineiros e brasileiros. O agro não é o vilão da inflação, mas sim parte da solução. Com qualificação e inovação, os trabalhadores do campo continuam garantindo a segurança alimentar e contribuindo significativamente para o PIB nacional.

Fonte:Sindijori

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Gazeta de Varginha

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