MG investiga morte de criança de 2 anos sob suspeita de meningite
gazetadevarginhasi
há 19 horas
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Reprodução
As autoridades sanitárias de Minas Gerais estão investigando a morte de uma criança de 2 anos, ocorrida na última terça-feira (1º de abril) em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. A suspeita inicial era de meningite, uma inflamação das meninges – membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal – que pode ser causada por vírus, bactérias e até fungos.
Investigação em andamento
A Prefeitura da cidade, que tem mais de 130 mil habitantes, informou que exames preliminares descartaram a meningite como causa do óbito. Além disso, a criança não esteve internada em hospitais públicos antes da morte.
"O Departamento de Vigilância em Saúde já enviou amostras sorológicas para a Fundação Ezequiel Dias (FUNED), em Belo Horizonte, e aguarda os resultados", informou a gestão municipal.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) foi notificada sobre o caso e afirmou que ele está sendo investigado por equipes técnicas.
"Até o momento, não há confirmação de diagnóstico ou vínculo com um possível aumento de meningite na região do Vale do Aço", afirmou a secretaria em nota.
Cobertura vacinal contra meningite
Ainda segundo a Prefeitura, a cobertura vacinal contra meningite no município está em 97%, índice considerado "satisfatório".
"Isso inclui a vacina Meningo C para crianças de 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses, e a vacina ACWY para adolescentes de 11 a 14 anos, em dose única. As doses estão disponíveis nas salas de vacinação de todas as Unidades de Saúde da cidade", acrescentou a administração municipal.
O que é a meningite?
A meningite é uma inflamação das meninges e pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou parasitas. No Brasil, a doença é considerada endêmica, com maior incidência de casos bacterianos no outono e inverno e de casos virais na primavera e verão.
Entre os 12 sorogrupos identificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os mais frequentes no Brasil são os tipos A, B, C, W, X e Y, sendo o meningococo C o mais comum no país.
Como a meningite é transmitida?
A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, principalmente por meio de gotículas respiratórias e secreções do nariz e garganta. Em alguns casos, também pode ser transmitida por água e alimentos contaminados ou pelo contato com fezes.
Sintomas e tratamento
Os sintomas variam conforme o tipo da meningite:
🟡 Meningite bacteriana: Febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômito, fotofobia, confusão mental e, em casos graves, convulsões e coma.
🟢 Meningite viral: Sintomas semelhantes, mas geralmente com evolução mais branda. Pode incluir febre, irritabilidade, sonolência e falta de apetite.
Nos recém-nascidos e bebês, a identificação da doença pode ser mais difícil, pois os sintomas são inespecíficos. Eles podem apresentar irritabilidade, dificuldade para se alimentar, vômitos e moleira protuberante.
O tratamento depende do agente causador da doença. As meningites bacterianas exigem internação hospitalar e uso de antibióticos, enquanto as virais geralmente têm tratamento de suporte, com controle dos sintomas.
Prevenção e vacinação
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a meningite. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do SUS oferece vacinas gratuitas para os principais tipos da doença, incluindo:
✅ Meningocócica C (3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses)
✅ Meningocócica ACWY (adolescentes de 11 e 12 anos)
✅ Pneumocócica 10-valente (2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses)
✅ Haemophilus influenzae tipo B (2, 4 e 6 meses)
✅ BCG (dose única ao nascer)
✅ Pentavalente (protege contra meningite, difteria, tétano, coqueluche e hepatite B)
A adesão à vacinação é essencial para reduzir os riscos da doença e evitar surtos. O caso da criança em Coronel Fabriciano segue em investigação, e as autoridades aguardam novos exames para esclarecer as causas da morte.
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