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Exportação de café brasileiro aos EUA será taxada: preços podem subir?

  • gazetadevarginhasi
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Nos dois primeiros meses de 2025, os Estados Unidos foram o principal destino do café exportado pelo Brasil. No entanto, especialistas alertam que a tarifa de 10% sobre a importação do grão brasileiro pode afetar o comércio e o consumidor norte-americano.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 1,2 milhão de sacas de café para os EUA no primeiro bimestre deste ano, gerando uma receita de US$ 423,8 milhões.

O conselheiro do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais), Laércio Ulliana, aponta que outros países exportadores também enfrentarão tarifas elevadas ao vender café aos EUA. A Colômbia, por exemplo, terá a mesma taxa de 10%, enquanto o Vietnã e a Indonésia serão taxados em 46% e 32%, respectivamente.
“Talvez esse cenário favoreça o Brasil, pois os concorrentes enfrentam tributações até maiores. Isso pode aumentar a competitividade do café brasileiro no mercado norte-americano”, avalia Ulliana.

Já o diretor do Cecafé, Marcos Matos, acredita que a taxa pode afetar a demanda do café brasileiro nos EUA, devido ao impacto no custo final para o consumidor. “Não dá para dizer que o Brasil sai ganhando, porque a inflação e o aumento de preços preocupam. É um alívio não termos uma taxa maior, mas, ao mesmo tempo, isso pode desestimular o consumo”, explica.

Matos também descarta a possibilidade de os Estados Unidos se tornarem autossuficientes na produção de café, mesmo com o incentivo do governo de Donald Trump às tarifas recíprocas para fortalecer a economia local. “Os EUA são os maiores consumidores de café do mundo, mas a produção interna é insignificante. Por razões climáticas e geográficas, não há possibilidade de o país se tornar um grande produtor”, afirma.

Apesar da tarifa, Matos ressalta que o preço do café no Brasil não deve ser impactado diretamente, pois fatores como mudanças climáticas e o tamanho da safra são mais determinantes para a variação do valor no mercado interno.

Fonte:Cnn

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Gazeta de Varginha

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