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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes - 28/02/2025

  • gazetadevarginhasi
  • 28 de fev.
  • 7 min de leitura


Nova fronteira
Os preços do caféì impulsionam a economia mineira e a força do agronegócio, que negocia em dólar, pela primeira vez na história supera as exportações de minérios em Minas. Estamos falando de vendas superiores a R$ 100 bilhões! Isso mostra a pujança do agronegócio que tem responsabilidade social e ambiental, gera emprego, renda e impulsiona a cidade por meio da força do campo. Claro que tem muita coisa a ser feita em Minas onde boa parte das fazendas ainda não tem acesso à tecnologia, equipamentos etc. Mas isso prova que temos ainda uma nova fronteira na agricultura. Isso se os governos não atrapalharem como sempre costumam fazer! Este governo federal tem o péssimo hábito de ouvir ONGs suspeitas que picham e prejudicam o agro, o mesmo que desenvolve o Brasil e sustenta o mundo. O Brasil está entre os cinco maiores produtores de grandes commodities no mundo, como caféì, milho, soja, carne, laranja etc nosso agro eì forte e precisa ser valorizado. Minas jaì caminha no sentido de valorizar os investimentos no campo, bem como investir melhor com os recursos dos royalties da mineração. Afinal, o minério daì apenas uma safra, jaì o caféì, por exemplo, produz riquezas todos os anos e vai gerando prosperidade em Varginha e todo Sul de Minas.

Nova Fronteira – 02
Os recursos do caféì que impulsionaram a riqueza de Varginha, seguidos pelo desenvolvimento industrial e serviços com a vinda de empresas como a CBC, Walita etc, hoje ganham novas fronteiras com o crescimento do comércio e serviços. Varginha concentra grande soma de empresas e instituições que fornecem serviços e arrecadam recursos importantes. Na esfera privada, empresas como o Porto Seco reúnem outras empresas que chegam e empregam na cidade. Os serviços prestados pelo Porto Seco incrementam a venda de dezenas de outras empresas e geram riquezas para Varginha. E novamente vem uma interação da agricultura, indústria, comércio e serviços. Pois foi o Caféì que forneceu recursos para que Varginha estruturasse sua base industrial, jaì quando as indústrias começaram a perder força em razão da tributação e concorrência internacional, chegam os serviços e comércio com empresas como o Porto Seco, que tem sua origem justamente no caféì. Afinal, o grupo empresarial liderado por Cleber Marques, originou-se com seu pai na comercialização de caféì.

Barbaridade
A coluna não tem o hábito de comentar sobre crimes fora da esfera política e administrativa. Mesmo porque nosso foco tem sido sempre a economia e a política. Mas a suspeita de morte cerebral de uma criança de 3 anos em Varginha nesta semana chocou toda a cidade! A criança, supostamente, teria sido vítima do padrasto que segundo aponta a polícia teria espancado o menor. A mãe foi ouvida sobre o caso chocante e os envolvidos são conhecidos pois Varginha é uma cidade onde as pessoas possuem muitas conexões a exemplo do que acontece em cidades pequenas de Minas. O triste caso mostra como eì preciso que valorizemos e fortaleçamos a instituição Família! Para quem eì pai ou mãe, receber a notícia da morte de uma criança de 3 anos eì algo devastador! A coluna torce para que o caso seja esclarecido e que Deus faça justiça por todos da Família!

Ele voltou
A coluna recebeu dezenas de mensagens sobre a nota divulgada na última quarta-feira sobre o polêmico Juliano Rodrigues, que deixou recentemente a cadeia por meio de liberdade condicional. A grande maioria das mensagens com demonstração de espanto pela suposta “solidariedade da coluna a atual situação de Juliano Rodrigues”. Na verdade, a coluna não apoia nem critica o polêmico “denunciador da internet, líder das lives em redes sociais que traziam brigas de Rodrigues e as autoridades locais”. O que a coluna faz eì a constatação de que a forma como Juliano Rodrigues queria “fazer justiça, não eì correta e que muitos inimigos e desgaste foram criado”. Não acredito que Rodrigues tenha se conformado com tudo que sofreu, e pelo que manifesta em suas redes sociais, mesmo que subjetivamente, isso fica claro! Fato eì que sua condenação jurídica atípica coincide com o momento em que vivemos hoje em que muitos estão sendo condenados pela opinião que manifestam, ainda mais quando são opiniões contrárias a autoridades do Judiciário ou Executivo. Por certo que as redes sociais e a revolta da sociedade tendem a criar muitos outros Julianos Rodrigues e isso seraì um problema que a Justiça não vai conseguir conter. Isso porque o problema está na sensação popular de injustiça e impunidade que a população tem de seus líderes que cometem erros e abusos e nada sofrem!

Lua de mel
O Executivo e Legislativo municipal vivem ainda a Lua de Mel com o eleitor e entre si, depois da recente posse e início das atividades na Câmara e na Prefeitura de Varginha. Mas eì bom que tanto a Câmara, sob o comando de Marquinho da Cooperativa, bem como, a Prefeitura sob o comando de Leonardo Ciacci jaì tenham entregas programadas para a sociedade neste primeiro semestre! Afinal, o período de lua de mel vai passar e as cobranças vão chegar. Mas tanto Legislativo como Executivo estão indo bem neste início. Marquinhos na Câmara tem promovido o amplo diálogo com os colegas de plenário bem como com setores importantes da sociedade. Os novos vereadores chegaram cheios de gás e têm percorrido a cidade. Em algum momento vão perceber que não poderão resolver todos os problemas, mas não devem desanimar. Jaì o prefeito Ciacci eì um “homem da paz” e também tem ouvido toda sua base nas ações de governo. Quanto a oposição, ainda bem tímida, também tem conseguido uma relação fluida com o governo, mas isso não vai ficar assim para sempre!

Lacuna no esporte
Jaì está definido que o Boa Esporte vai deixar Varginha, mas não se sabe qual esporte ou time vai “ocupar o espaço hoje usado pelo Boa”. Afinal, não existe vácuo no espaço político e econômico usado pelo Boa. Sim, meus amigos, espaço político e econômico, pois o apoio financeiro (gordo) que o Boa recebeu dos governos municipais demandou força política dos cartolas do Boa. Jaì o espaço econômico com apoio de empresas e participação em torneios que geraram premiações demandou também apoio popular que foi transformado em força econômica do time. Logo, eì preciso que o Governo municipal defina quais times vai apoiar, quais esportes pode estimular com o recurso que investia no Boa? Como vai estimular o esporte na cidade, visto que detém a maior estrutura esportiva da cidade. As quadras multiuso espalhadas pelos bairros estão em condições de estimular a juventude na prática de esportes? Os demais times da cidade, como o VEC, têm condições de disputar os torneios regionais e estaduais no lugar do Boa? Estas e outras perguntas precisam ser feitas e o secretário Municipal de Esportes teráì muito trabalho para resolver tudo isso.

A volta daquele que não foi!
O deputado estadual Cleiton Oliveira (PV) que prometeu ser candidato a prefeito de Varginha em 2024 e depois “roeu a corda aos 45 do segundo tempo” está voltando a aparecer em Varginha. O parlamentar deu uma sumida da cidade depois do imbróglio que causou em sua própria base com a desistência da candidatura municipal. Passadas as eleições e jaì com foco em 2026, Cleiton Oliveira ressurge em Varginha com propostas “provocativas ao governo estadual e atraentes ao eleitor” como o desconto no alto valor do pedágio em estradas estaduais para pessoas pertencentes a determinados grupos. Seria, por exemplo, a mesma ideia do desconto para idosos ou estudantes que jaì existe em outros casos. Em tese a ideia eì perfeita, mas na prática as contas não fecham. Isso porque quando das concessões foram apresentados projetos de investimentos e cronogramas de obras para as estradas. Tudo isso foi apresentado publicamente, debatido com a sociedade, inclusive com a participação dos deputados, e depois de aprovado, foram realizados os leilões para as empresas concessionárias. Qualquer mudança nas regras do jogo precisa ser novamente debatida com todos os polos e, se chegarem a um consenso, eì certo que a isenção ou desconto na cobrança de pedágio a qualquer grupo de pessoas, vai implicar no aumento de cobrança para o restante da sociedade. Ou seja, ao invés de conseguir desconto, na prática podemos ter aumento do valor e atraso nos investimentos e cronograma de obras pactuados com as empresas concessionárias. Vai vendo!

Agenda de unificação
O presidente da OAB/MG Gustavo Chalfun está com agendas nacionais, percorrendo Minas e o Brasil, na defesa da advocacia, o que não eì surpresa para quem conhece o dinamismo de Chalfun. O espanto tem sido a facilidade com que o novo presidente da OAB/MG vem conquistando aliados e admiradores por todos os gabinetes onde passa. Chalfun vem conseguindo unanimidade mesmo entre adversários estaduais e unificando poderes e instituições. Depois de reunião com o governador Zema para viabilizar projetos da advocacia mineira, Chalfun esteve no Tribunal de Contas, visto hoje como “oposição a Zema”. No Tribunal de Contas Chalfun esteve com o novo presidente Durval Angelo, que eì ex-deputado estadual do PT. O presidente da OAB foi ao Tribunal de Contas para pedir melhor estrutura daquele tribunal aos advogados que ali militam na defesa dos municípios de Minas e saiu de laì com a conquista do investimento. O Tribunal de Contas vai estruturar a corte para melhor atender os advogados e advogadas, bem como vai destinar servidor exclusivo para o apoio à advocacia. O advogado ganhou o carisma de presidente daquela corte. Se realmente Zema e Durval Angelo têm diferenças políticas, pelo menos uma coisa as duas autoridades têm em comum: ambos se tornaram admiradores do empreendedor presidente da OAB/MG.

Mudança de cartas
A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico não conta mais com a liderança do dinâmico Fernando Passalio que construiu uma produtiva relação com os empreendedores mineiros e foi responsável pela conquista de bilionários investimentos para Minas. Fernando Passalio foi transferido para a presidência da Copasa e teráì igualmente enormes desafios à frente da estatal. Passalio ao longo dos anos em que esteve afrente da pasta de Desenvolvimento Econômico de Minas construiu ótimo relacionamento do setor produtivo com o Governo Zema, tendo portas abertas nas principais instituições da Indústria e Comércio, bem como junto a grandes grupos econômicos, como o caso do Porto Seco em Varginha. Por certo que a atenção ao setor produtivo vai continuar na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, mas a proximidade antes existente com Passalio dificilmente voltaraì a ocorrer. Certa feita, em mesa de negociação com empresários na Alemanha, Passalio buscava investimentos para Minas, quando surgiu na mesa a preocupação com a estrutura industrial de Varginha, necessária para a conquista do investimento. Momento em que o agora ex-secretário Passalio, de pronto citou nominalmente o diretor do Porto Seco e jaì passou para sua assessoria o telefone direto do empresário em Varginha, para que fosse consultado e resolvido qualquer problema que pudesse impedir a conquista do investimento para o Sul de Minas. A mudança de cartas do Governo estadual na Secretaria de Desenvolvimento Econômico vai marcar a época em que governo e empresários sentaram sempre no mesmo lado da mesa para resolver os problemas de Minas e baterem recordes de investimentos industriais no Estado.

Pinga fogo
O Prefeito Ciacci vai estabelecer metas de eficiência mínima para cada secretaria, fundação e autarquia municipal ou vamos continuar com áreas bem geridas e outras atrasadas nas entregas públicas? Os secretários que prometem muito e entregam pouco devem botar as barbas de molho?

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