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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes - 07/03/2025

  • gazetadevarginhasi
  • 12 de mar.
  • 8 min de leitura


Pólvora seca
Recém-saído da prisão onde amargou alguns anos por brigas e ofensas a autoridades públicas da região, Juliano Rodrigues parece que voltou a enveredar pela linha das provocações pelas redes sociais. O polêmico internauta já publica vídeos e posta provocações ao Legislativo e Executivo, bem como cita nominalmente e provoca integrantes do Legislativo e cita também o Judiciário. Parece que estamos entrando em uma nova fase de ativismo digital que conhecemos bem, quando se trata de Juliano Rodrigues. O desafio é saber se, depois de toda confusão e prisão, Rodrigues aprendeu como cobrar sem ofender, como investigar sem invadir a privacidade, como separar ilações e fofocas de indícios e provas?! Mas pelo que a coluna apurou, já tem autoridade local temendo ataques, principalmente no Judiciário e Ministério Público. No meio político, o pessoal já é casca grossa e estão acostumados a difamação e fake News, já no Judiciário e Ministério Público, que recentemente vem enfrentando aumento das cobranças da sociedade, fica difícil explicar os altos salários e benesses com o dinheiro público e a entrega de um serviço judicial fraco, ineficiente e demorado!
Mudança Jurídica
As Guardas Municipais de todo o Brasil tiveram uma importante vitória no Supremo Tribunal Federal. A partir da decisão do Supremo, agentes das Guardas Municipais passam a ter a possibilidade de atuar em ações de policiamento ostensivo, comunitário e fazendo prisões em flagrante. Esta mudança de entendimento jurídico permite um salto de atuação na Guarda Municipal de Varginha, antes presa apenas na atuação de proteção aos prédios públicos municipais, sem possibilidade de atuar com “poder de polícia, podendo realizar prisões”. A mudança da lei deu mais poder à Guarda Municipal, mas com mais poderes vem mais responsabilidades! A Guarda Municipal de Varginha que recentemente começou a fazer com eficiência seu trabalho de proteger os prédios públicos, precisa se preparar para o aumento de atribuições, sob pena de cometer falhas se não tiver um efetivo preparado na cidade. A corporação tem recebido investimentos importantes do Poder Público municipal, que garantiram melhores estruturas físicas e até melhor remuneração. Sem falar nas capacitações com curso de tiro e novas pistolas. Mas a tropa precisa também de um treinamento psicológico e emocional dos agentes que estiverem na linha de frente nas ruas. Sabemos que mesmo a Polícia Militar e Civil que lidam diretamente com a marginalidade, por vezes, cometem equívocos e exageros na atuação, mesmo com o grande treinamento. A Polícia Militar tem mais de 200 anos de experiência e ainda assim enfrenta desgastes com a população por conta de sua atuação, às vezes mal interpretada por parte da sociedade. Exemplo disso foi a operação da Polícia Militar mineira que impediu um enorme assalto a banco na cidade no passado. A Polícia Militar impediu o assalto e na operação matou todos os bandidos, o que foi visto como eficiência por uns e exagero por outros. De qualquer forma, no caso da Guarda Municipal, que já realiza patrulhamento armado na cidade, agora com poderes de polícia, não pode se dar ao luxo de cometer nenhum excesso, nenhuma arbitrariedade ou escândalo, pois isso teria efeito bem maior na história da corporação municipal, que historicamente é mais frágil que a Polícia Militar ou Federal, por exemplo!
Fofoca ou indício?
Corre à boca pequena que dos conjuntos habitacionais públicos da cidade existiria o comércio irregular de venda e aluguel de habitações que deveriam ser destinadas a famílias carentes. Segundo consta, caberia ao Executivo municipal a fiscalização para que apenas famílias carentes e que atendam aos critérios sociais tivessem acesso ao benefício de ganharem unidades habitacionais nestes conjuntos de moradias subsidiadas pelo governo. Além disso, a lei impede que por algum período depois de entregues as moradias, tais residências fossem vendidas ou alugadas, mas não seria isso que está acontecendo. Uma volta por conjuntos habitacionais públicos recém entregues na cidade pode revelar que existem unidades habitacionais sendo comercializadas e a fiscalização municipal não tem atentado para tal situação. Estamos de olho!
Combatente, resistente e inovador
O comércio é sem dúvida o setor produtivo que mais sofre concorrência e as intempéries da economia regional e global, principalmente contra o comércio digital de produtos de outros países. O comércio digital tem roubado empregos e recursos do comércio de rua e até dos shoppings, contudo em Varginha, o comércio de modo geral tem se reinventado e adaptado para sobreviver. O Via Café Shopping é um claro exemplo disso, talvez por isso seja o motor do comércio local. O centro de compras sabe que muitas das milhares de pessoas que vão ao shopping não vão para compras, mas sim para passeios, encontros e diversão e decidem comprar durante a passagem pelo local. Os comerciantes descobriram que precisam agregar novas experiências ao consumidor para impulsionar a venda. Afinal, quem definiu por comprar um creme para as mãos pode escolher o produto pela internet e receber em casa. Mas para quem nunca jogou boliche e vai viver esta experiência no Via Café pela primeira vez, e gosta da diversão, acaba por comprar alí mesmo no shopping um creme para as mãos para se preparar para novas partidas futuras. Ou seja, a nova experiência leva ao consumo de um produto do comércio que estimulou aquela necessidade ao consumidor! O comércio de rua também utiliza tais táticas, como os vendedores ambulantes que buscam estar próximo a eventos de rua, por exemplo. O fato é que o comércio e a indústria do entretenimento precisam desenvolver mais projetos conjuntos para estimular a economia criativa local.
Expectativa x realidade
Não é de hoje que a Gasmig vem prometendo trazer a Varginha os benefícios do gás natural ao comércio, indústria e consumidor final da cidade. Décadas de uma promessa que por vezes foi chancelada pela Prefeitura de Varginha, o ex-prefeito Vérdi Melo foi um que caiu nesta conversa e espera até hoje o investimento. O prefeito Leonardo Ciacci também está na expectativa, mas ainda existe muito mistério e trabalho no processo de vinda de um gasoduto para a cidade. O vereador de Varginha, Dudu Ottoni, apresentou um requerimento na Câmara Municipal pedindo informações à prefeitura sobre o funcionamento da Gasmig – Companhia de Gás de Minas Gerais, na cidade. O vereador questiona se a Gasmig já fez levantamento da demanda de gás natural em Varginha e qual o resultado, qual o planejamento da Gasmig para a cidade, critérios para implantação entre outras informações. A prefeitura responde diretamente à Câmara Municipal, mas não tem todas as informações da Gasmig. Mesmo porque, por questões estratégicas a Gasmig não vai passar a realidade estrutural da empresa e o planejamento estratégico para os municípios.
Expectativa x realidade - 02
A estatal de gás não tem todos os recursos necessários para tocar em frente todos os projetos na mesa hoje, inclusive o de Varginha. O gasoduto que existe em Extrema será levado para Pouso Alegre e deve ser ligado a estrutura de gás natural já existente em Poços de Caldas. Depois disso, o gasoduto previsto para Pouso Alegre ira percorrer margeando a Rodovia Fernão Dias e chegar ao Distrito Industrial de Três Corações e, depois a Varginha, passando primeiramente pelo Distrito Industrial da Walita e depois empresas do Porto Seco no aeroporto. Até que toda esta estrutura esteja pronta, algumas indústrias que já demandam gás natural em Varginha serão abastecidas por caminhões tanque da Gasmig, a fim de fomentar e estimular o crescimento da demanda na cidade. Ou seja, a expectativa é de crescimento exponencial da economia local com a chegada do gás natural, inclusive com o oferecimento de gás veicular nos postos de combustíveis e gás canalizado para residências e fábricas na cidade. Mas a realidade é que a estrutura vai demorar anos para ser concluída na cidade e neste tempo, apenas os poucos grandes consumidores industriais terão o produto da Gasmig. É muito provável que, neste mandato, o prefeito Ciacci seja mais um enganado (como foi Verdi) ao sonhar em ter um gasoduto em Varginha fornecendo gás natural.
Os quatro Azes
Em todo baralho existem quatro ases, cada um de um naipe e igualmente com importâncias diferentes a depender do jogo que está sendo jogado. No truco, o Az de espadas é o Espadilha, a terceira maior carta do jogo. Já no Jogo de Buraco os Azes têm naipes diferentes, mas, valores iguais e podem estar na mesa juntos ou cada qual com outras cartas do mesmo naipe. A coluna compara estes quatro Azes a quatro vereadores chave deste mandato, que podem atuar semelhantes aos Ases do baralho. Me refiro aqui ao presidente da Câmara, Marquinho da Cooperativa, o vereador governista Dudu Ottoni, o vereador da oposição Rogério Bueno e a vereadora independente Zilda Silva. Ambos têm perfil diferente, podem ou não atuar juntos e ao longo destes 4 anos terão “pesos e valores distintos, a depender do jogo político que será jogado”. O presidente da Câmara tem muito a fazer e provar seu valor, tem a chance e o destaque necessário agora para mostrar sua habilidade de realizar pela cidade a frente do Poder Legislativo, e terá peso e valor diferente no Legislativo pelo cargo que ocupa.
Os quatro Azes - 02
Já Dudu Ottoni caminha para ser candidato a deputado estadual, rivalizando com amigos como o ex-prefeito Vérdi Melo, por exemplo. E no jogo das eleições de 2026, Dudu Ottoni terá peso e valor diferente dos demais colegas do Legislativo, poderá ser o responsável pela derrota ou vitória de grupos políticos estratégicos da cidade. Em situação semelhante, mas claramente na oposição, Rogério Bueno terá papel fundamental no Legislativo, podendo ser o último “bastião da oposição em Varginha em condições de unificar o grupo de esquerda”. Certamente comandará a campanha local de reeleição dos deputados Cleiton Oliveira e Odair Cunha. O vereador precisa se cacifar rápido na cidade para ser o nome da oposição em 2028 e precisará para isso do apoio dos deputados que vai ajudar em 2026. E quanto a vereadora independente Zilda Silva (PP) a parlamentar ainda analisa e repensa sua atuação e lealdade política ao deputado federal Dimas Fabiano.
Os quatro Azes - 03
Zilda precisa retomar a força e destaque que teve no passado quando ocupou a presidência da Câmara, cargo que (no fundo) almeja voltar a ocupar. Mas Zilda sabe que precisa refazer o grupo político do PP, que muito perdeu nas últimas eleições. Um realinhamento de Zilda e Dimas, com metas, prazos e reconstruções políticas é fundamental para Zilda crescer, ou então deixar a legenda. Mas como deixar o PP e Dimas que tanto fizeram pela vereadora? Será que Zilda vai convencer Dimas a reinventar a forma do PP atual na cidade e liderar uma reconstrução do grupo político que quase ficou em terceiro lugar nas eleições de 2024? A conferir! Estes quatro Azes do Legislativo municipal estão sendo acompanhados de perto por muita gente, inclusive pela coluna.
Greyce Elias vai comandar a Frente
Parlamentar Evangélica do Congresso em 2026
Um acordo entre o deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), eleito o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, e vice, a deputada federal Greyce Elias (Avante-MG), vai possibilitar que ela assuma o comando do grupo em 2026. A chapa teve 117 votos contra 61 do adversário. A Frente Parlamentar Evangélica reúne 219 deputados e 26 senadores. Nascimento tem um acordo com a vice, a deputada federal mineira Greyce Elias. Em 2026 ele se licencia e ela assume o comando da Frente Evangélica. A informação foi confirmada pela deputada em uma de suas redes sociais. A eleição consagra o crescimento político da parlamentar mineira que vem ganhando espaço político no Congresso e isso vem refletindo seu prestígio em Minas, onde vem ampliando suas bases de apoio em dezenas de novas cidades, inclusive Varginha, onde teve milhares de votos na última eleição por meio do apoio de lideranças como o vereador Dudu Ottoni e o atual presidente da Câmara Marquinho da Cooperativa.

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