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Coluna Agenda 21 - 29/11/2024

  • gazetadevarginhasi
  • 29 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura



6 x 1      ou      4 x 3
PARTE II
 
Em continuidade a matéria publicada na edição anterior (22.11.24), notamos que os críticos por outro lado destacam os custos adicionais para a empresas, principalmente para as pequenas poderiam ser insustentáveis. ainda a CNI argumenta que a redução da jornada sem cortes ou reduções salariais, implicaria na elevação dos custos operacionais, com potencial gerador de desemprego e elevação dos custos dos produtos e serviços.
Entendemos que a principal falha neste debate é tratá-lo como uma questão única, sem considerar a diversidade de segmentos econômicos e modelos de negócios, e implementar este modelo 4 x 3 ou manter o 6 x 1, deverá fundamentalmente levar em conta essas diferenças.
Exemplo como o que acontece em Nova Friburgo (RJ), mostra claramente esse dilema. A cidade com a economia alicerçada em três setores: o comércio, o polo da moda íntima e polo do metal mecânico.
O comércio depende de uma presença consistente para atender os consumidores tanto durante a semana, quanto nos finais de semana, principalmente na alta temporada de inverno e final de ano. Já o polo da moda íntima, um dos maiores do país, opera em um regime altamente competitivo, com produção em prazos definidos para atender mercados nacionais e internacionais.
Reduzir jornada de trabalho num setor como este sem comprometer a produtividade exigiria um planejamento detalhado e um investimento significativo em automação e treinamento. Por outro lado, o polo metal -mecânico, voltado para indústrias e projetos de engenharia que poderia aderir a jornada mais flexíveis, dependeria de mais mão de obra qualificada, e neste momento de escassez da mesma, necessitaria de políticas públicas que investisse em capacitação e tecnologia.
Portanto um debate único e uniforme sobre essas escalas de trabalho não só ignora essas nuances como também pode comprometer o equilíbrio econômico de uma cidade que depende de setores tão dinâmicos e diversificados.
 
*Engenheiro Civil Sebastião Rogério Teixeira- Presidente SINDUSCON -Lagos
Artigo gentilmente cedido pelo autor a título de colaboração com a Agenda 21 Local.

Engº Alencar de Souza Filgueiras
Presidente do Fórum Agenda 21 Local
Presidente do Conselho Fiscal do IBAPE/MG
Coordenador da Comissão de Ética do CREA-MG

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