Carnaval! Essa é a época do ano que faz quem se preocupa com o meio ambiente ficar com o coração apertado.
Nas lojas, na internet, nas conversas, em todos os lugares, somos cercados por brilhos, corantes e tecidos sintéticos, espargindo microplástico por toda a atmosfera. Sim, aquele mesmo microplástico que, além de mexer com o ecossistema, é encontrado nos alimentos que consumimos, prejudicando nossa saúde!
O consumo de fast fashion - aquela moda de consumo rápido, as chamadas “blusinhas” fabricadas por empresas internacionais – é a solução de fantasia de muita gente. Ao comprar destas empresas, porém, além de não estarmos valorizando o produtor nacional, que é quem dá emprego por aqui, estamos favorecendo negócios que não respeitam regras socioambientais, poluindo rios com corantes e expondo trabalhadores em seus países a condições insalubres e jornadas extenuantes. Em seu relatório Energy close-up, de 2024, o grupo de defesa ambiental Stand Earth avaliou várias empresas e descobriu que a Shein aumentou suas emissões absolutas de carbono em quase 50% em um ano, emitindo mais poluição do que países como Paraguai, por exemplo. Além disso, esses produtos, que por sua baixa qualidade, tem curta durabilidade, vão parar nos aterros em pouco tempo. Lembrando que a reciclagem de produtos têxteis ainda é bem baixa no Brasil. Existem iniciativas de empresas como a C&A, Puket, Cotton Move e outras que recolhem roupas para reciclagem correta, mas falta divulgação e mais pontos de coleta.
Como, então, nos divertirmos nesta data tão alegre sem prejudicar o planeta?
Já existem algumas alternativas para os glitters e tintas coloridas, como o glitter biodegradável e as maquiagens à base de produtos naturais, embora ainda não sejam tão acessíveis. Usar roupas de algodão, comprar em brechós ou priorizar o que você já tem em casa, usando sua criatividade para criar fantasias exclusivas, é uma excelente opção, muitas vezes bem mais econômica também.
E nem é preciso falar (imagino que você já faça isso há muitos tempo) sobre levar sempre sua garrafinha, seu copo e seu canudo para evitar os descartáveis de uso único, maiores vilões de qualquer evento.
No mais, que a gente possa se divertir e dançar, com respeito e em harmonia. Mais importante do que estar fantasiada(o), é estar com quem a gente gosta, fazendo o que nos faz feliz. Afinal, a gente merece!!
* Luciane Madrid Cesar
Artigo gentilmente cedido pela autora a título de colaboração com a Agenda 21 Local.
ESTÁ DIFÍCIL! EU JÁ NÃO PULAVA CARNAVAL DESDE OS ANOS 8O. JÁ NÃO PRECISO IR PRA FOLIA DE CONSCIÊNCIA PESADA...
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Malu Silva
22 feb
Pois é, Lu, concordo em tudo. E realmente acho que as indústrias texteis deveriam apoiar mais a questão da reciclagem de tecidos, mas infelizmente a sociedade capitalista, tanto o meio empresarial quanto os consumidores se preocupam com o universo agora e não a longo prazo. Outra coisa que deixo aqui é minha indignação com a COLETA SELETIVA de Varginha. posso afirmar para você que ela não existe. Sempre às quintas, quando ocorre a Coleta Seletiva no meu bairro, vejo o caminhão da coleta compactar os recicláveis. Aí eu pergunto: lavamos as latinhas, plásticos, vidros e separamos dentro de cada sacola e eles jogam tudo dentro do caminhão e prensam. pensei que em Varginha tivesse uma Cooperativa de recicáveis que funcionasse…
ESTÁ DIFÍCIL! EU JÁ NÃO PULAVA CARNAVAL DESDE OS ANOS 8O. JÁ NÃO PRECISO IR PRA FOLIA DE CONSCIÊNCIA PESADA...
Pois é, Lu, concordo em tudo. E realmente acho que as indústrias texteis deveriam apoiar mais a questão da reciclagem de tecidos, mas infelizmente a sociedade capitalista, tanto o meio empresarial quanto os consumidores se preocupam com o universo agora e não a longo prazo. Outra coisa que deixo aqui é minha indignação com a COLETA SELETIVA de Varginha. posso afirmar para você que ela não existe. Sempre às quintas, quando ocorre a Coleta Seletiva no meu bairro, vejo o caminhão da coleta compactar os recicláveis. Aí eu pergunto: lavamos as latinhas, plásticos, vidros e separamos dentro de cada sacola e eles jogam tudo dentro do caminhão e prensam. pensei que em Varginha tivesse uma Cooperativa de recicáveis que funcionasse…