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Fatos & Versões 27/12/2017

Primeiro suplente

As especulações sobre o vice de Lula foram deflagradas este mês após a marcação do julgamento do ex-presidente no TRF4 para 24 de janeiro. O primeiro nome cogitado é o do senador Roberto Requião, um dissidente do MDB (PMDB) que mudaria de partido para se viabilizar na chapa. Requião tem muitos apoios no PT, mas outros nomes ainda surgirão para a vaga. A vice de Lula deve ser uma das vagas mais cobiçadas em 2018, pois pode significar um passaporte para o 2º turno presidencial. Muitos no entorno do ex-presidente entendem que o seu companheiro de chapa seria o sucessor natural na campanha, caso ele tenha a candidatura barrada pela Justiça. E as pesquisas atribuem a Lula um alto poder de transferência de votos.

 

Injustiça legal, benefício imoral.

Em 2017, os Tribunais de Justiça gastaram R$ 890 milhões com ‘auxílios’ (moradia, alimentação, saúde etc) que fizeram o ganho dos magistrados extrapolar mais uma vez o teto legal do setor público. Em 2018, os gastos corrigidos devem roçar R$ 1 bilhão. Os supersalários desgastam a imagem do Judiciário mas não parecem constranger seus membros, que continuam impávidos a desfrutar deles ano após ano. E o Ministério Público, que gosta muito de aparecer no “combate a corrupção contra bandidos políticos, também possuem o mesmo benefício imoral dos magistrados”. Mas a imagem dos “homens de toga” tem mudado, pois o povo esta vendo que a corrupção esta presente em todos os poderes, e não apenas no Executivo e Legislativo. A pesquisa de imagem Ipsos captou em dezembro o desgaste da Lava Jato e da Justiça. E ele é forte. Todos os nomes do Judiciário tiveram pioras em suas avaliações; Sergio Moro deixou de ser herói, agora mais desaprovado (53%) do que aprovado (40%) pelo povo; e Gilmar Mendes já se iguala aos políticos mais odiados, com 85% de desaprovação.

 

Mais dinheiro

Enquanto isso, o governador publicou no Diário Oficial lei autorizando a abertura de crédito adicional ao Orçamento do Estado em favor do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A suplementação autorizada é de até R$ 31,7 milhões, para atender a despesas de pessoal inativo. 

 

Quanto pior melhor!

Os adversários de Pimentel deitam e rolam na crise do 13º salário. Pegaram pesado nas críticas. E conseguiram reverberação. O certo é que o governo está queimando a imagem com os atrasos e dificuldades para pagar salários dos servidores. A dúvida é quem se beneficia disso. A ver nas pesquisas.  Na verdade a oposição a Pimentel comemora o desastre do governo estadual petista porque não tem muito mais o que comemorar, ainda mais depois que Aécio Neves, líder da oposição em MG também foi envolvido em grandes escândalos de corrupção. O ano novo com eleições em 2018 reserva muita surpresa na área política, ainda mais porque também governo quanto oposição não possuem candidatos competitivos e ainda resta muita coisa a fazer. O novo ano não deve ser diferente de 2017 para o setor público mineiro. Nas projeções do governo, o arrocho continua. O orçamento que era votado ontem na ALMG prevê gasto total (incluindo investimentos) 5,5% maiores em 2018: um aumento real de mero 1,5% (considerando a inflação prevista de 4%) em cima de uma base já bem fraca. E a compressão de despesa vai apenas estabilizar o déficit estatal: o rombo em 2018 repetirá o deste ano, em torno de R$ 8 bilhões – isso se tudo der certo e as receitas subirem os esperados 5,91%, o dobro da expansão prevista para o PIB nacional.

 

Na lama, e ainda assim, estrelinha

A morte do ex-governador Francelino Pereira trouxe Aécio Neves de volta a Minas. O senador foi ao velório quinta-feira com a irmã Andrea Neves. A menos de um ano da própria eleição, ele continua sendo visto em Belo Horizonte apenas em ocasiões especiais ou excepcionais. A sua anunciada mudança de foco, da política nacional para a regional, ainda não ocorreu. E vem a pergunta: será que ele vai conseguir ficar no Estado para fazer campanha? Não é de hoje que Aécio Neves evita Minas, seu histórico mostra que o político só vem a Minas quando está na caça de votos e perpetuação do Poder. Será que o povo, desta vez, vai estar atento a este tipo de caçador de votos?

 

Realidade do mercado

Oficialmente, o salário mínimo nacional é de R$ 937 (subirá para R$ 965 a partir de 1º de janeiro). Mas, na prática do mercado, o piso salarial no país agora é bem menor: R$ 792. Esta é a renda que um trabalhador intermitente apura hoje com oito horas de serviço por 22 dias ao preço de R$ 4,5 a hora, valor permitido pela reforma e já oferecido em anúncios de emprego na região metropolitana de Belo Horizonte. No caso de Varginha e de modo geral o Sul de Minas, o salário mínimo comercial é bem melhor que o visto nas regiões metropolitanas das capitais, todavia, a oferta de emprego regular na região também é bem menor!

 

Rivais ou parceiros?

O ex-presidente da Assembleia Legislativa Dinis Pinheiro (PP) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) demonstram uma crescente afinidade. Os dois pré-candidatos a governador estão sempre trocando sorrisos, conversas e afagos durante seus encontros em público. E não se sabe até o momento de nenhuma crítica de Dinis a Lacerda ou vice-versa. São adversários que só têm elogios um para o outro. A aparente sintonia entre Dinis e Lacerda já dá o que falar. Algumas fontes próximas dos pré-candidatos acreditam que eles estão caminhando para um acordo com vistas a uma chapa comum em 2018. O trato seria o seguinte: no momento de definição das candidaturas, quem estiver na frente para o governo ganha o apoio do outro, que então disputaria o Senado.< /span>

 

Rivais ou parceiros 2

A possível união de Dinis Pinheiro e Marcio Lacerda poderia representar, no Sul de Minas, a construção de uma forte aliança política com reflexos significativos em Varginha. Ocorre que Dinis Pinheiro é do PP do deputado federal Dimas Fabiano, que tem um grande e forte grupo político na cidade. Além disso, Dinis também tem o apoio do deputado estadual Dilzon Melo (PTB), que em Varginha possui o controle político do governo municipal de Antônio Silva, que é do PTB. Lado outro, no último mês, o senador Antônio Anastasia, atual líder do PSDB (depois da queda de Aécio) também manifestou apoio a Dinis, o que leva para o possível leque de apoios do pepista o vice-prefeito Verdi Melo e seus aliados. Quanto a Márcio Lacerda, também com boa avaliação para as eleições de 2018, o ex-prefeito de Belo Horizonte tem forte apoio do PSD, do deputado federal Diego Andrade, que inclusive já manifestou apoio ao ex-prefeito. Além disso, o ex-vereador e presidente do PSB local, Armando Fortunato também deve apoiar a candidatura de Lacerda, juntamente com outras legendas “nanicas” de centro esquerda. Desde modo, uma possível chapa que tenha Dinis Pinheiro e Márcio Lacerda juntos, seria a construção de um palanque local que teria os deputados Dimas Fabiano, Diego Andrade, Dilzon Melo, Armando Fortunato, Antônio Silva e Verdi Melo junto num mesmo palanque! Será?

 

Lembrança forte

O atual governo municipal de Antônio Silva tem feito um grande trabalho no Centro de Desenvolvimento da Criança – CDCA, contudo, não há na instituição uma figura que personalize o crescimento e representação do órgão, como ocorria quando da então primeira dama Geisa Teixeira, à frente da instituição. Além disso, o carisma e proximidade da hoje parlamentar com os jovens e adolescentes é algo que não foi substituído por este governo. Traduzindo em miúdos, muitos dos ex-alunos do CDCA, bem como funcionários da instituição já estão prontos para apoiar a deputada estadual Geisa Teixeira em sua nova disputa, seja a reeleição como deputada ou, como tudo indica, para Prefeitura de Varginha em 2020! Aliás, já existe um robusto acervo de imagens e depoimentos de jovens e funcionários do CDCA sobre o trabalho de Geisa.

 

Prefeito de Varginha não é o único!

O prefeito de Poços de Caldas, Sérgio Azevedo, a exemplo de muitos outros prefeitos como o de Varginha, anunciou repasse de recursos para o hospital da cidade, que é de responsabilidade do Governo de Minas, mas está deficitário. Em Poços a prefeitura local investiu 809 mil reais para o Hospital Santa Lúcia mantenha seu atendimento ao público. Em junho, o mesmo foi feito com a Santa Casa, quando a Prefeitura repassou 1 milhão e 239 mil ao hospital, também em forma de adiantamento. Em Poços de Caldas, de janeiro a outubro, foram 1.697 cirurgias eletivas realizadas. Destas, 1.244 foram cirurgias oftalmológicas, entre elas as de catarata; 174 cirurgias foram realizadas na Santa Casa e 279 cirurgias no Hospital Santa Lúcia. O exemplo de Poços de Caldas e o de Varginha revelam que a Saúde pública a cargo do Governo de Minas está falida, e que ações conjuntas entre município, Estado e União precisam ser cada dia mais comuns para enfrentar os problemas em comum.

 

Perguntar não ofende

Será que o PTB teria dois candidatos a estadual por Varginha? Porque cresce a especulação que Antônio Silva sairia candidato a deputado estadual, mesmo tendo Dilzon Melo disputando votos na mesma região? Será que Dilzon iria mesmo pendurar as chuteiras?

 

Se o PTB oferecer um deputado estadual para dobrar com Dimas Fabiano (PP), o PSB poderia oferecer um estadual para dobrar com Diego Andrade (PSD) na cidade? Será que os dois federais “caberiam” na possível chapa de Dinis Pinheiro e Marcio Lacerda?

 

Zacarias entrega comando Legislativo de olho em 2018

A Câmara de Varginha devolveu mais R$ 500 mil economizados do seu orçamento anual para a Prefeitura de Varginha. Valor será repassado ao Hospital Regional do Sul de Minas, como foi acordado com o Executivo. Ao todo, a Câmara de Varginha economizou R$ 3 milhões e 500 mil neste ano de 2017. O primeiro repasse foi ainda em outubro, quando a Prefeitura pôde utilizar a quantia para ajudar no pagamento de despesas com pessoal, inclusive o pagamento da primeira parcela do 13º do funcionalismo. O vereador Zacarias Piva (PP), entregou o comando da casa para a nova mesa diretora eleita, comandada por Leonardo Ciacci, também do PP, todavia, pelo que realizou e pelas articulações construídas, Piva está de olho em 2018, quando pode ser candidato a deputado. Será? Piva realizou obras que deram maior robustez ao Legislativo, capaz de fortalecer uma eventual candidatura de vereador para a ALMG. Em sua gestão, Piva aprimorou e fortaleceu os meios de comunicação do Legislativo como redes sociais etc. Aproximou o Legislativo dos empresários, que sabemos são “fundamentais” para as campanhas políticas. Também na gestão de Zacarias Piva, foram realizadas diversas audiências públicas, o que trouxe ao Legislativo municipal a oportunidade de aproximar do povo discutindo temas importantes. Vale ressaltar que tais eventos pareciam “campanhas publicitárias e eleitorais, tamanha a rasgação de seda e discursos inflamados”. Reformulação da Internet popular, único projeto do tipo em Varginha e que oferece internet gratuita via wifi na proximidade do prédio do Legislativo. Piva também arquivou o faraônico projeto de construção de uma nova sede do Legislativo, o que custaria milhões aos cofres públicos.

 

Zacarias entrega comando Legislativo de olho em 2018 –parte 02

Além disso, Zacarias Piva encerrou sua gestão no comando da Câmara após forte parceria com o Executivo. Certamente o governo Antônio Silva não teria aprovado importantes medidas e ações, não fosse a “mão de ferro” de Piva no Legislativo, que muitas vezes tratou a oposição. Piva foi fundamental na aprovação do convenio do município com a Copasa para o tratamento de água e esgoto, bem como o lixo. Todavia, o vereador conseguiu aprovar importante emenda, hoje transformada em Lei, a chamada Lei Piva, que assegura recursos da estatal para investir em Saneamento Básico na cidade. Piva já havia tomado gosto pelo Poder quando ganhou para vereador na primeira vez, agora, após conhecer o Poder da caneta e bajulação incrustada no cargo de presidente da Câmara certamente que o edil continuará sua “carinhosa disputa interna” no PP para superar Ciacci e ser o “comandante local da legenda”, algo difícil de acontecer, ainda mais sem a caneta do Legislativo, que hoje está na mão de Ciacci. De qualquer forma, é certo que Piva vai buscar destaque em 2018, o que pode vir com uma candidatura a deputado estadual, basta apenas combinar com os aliados do PTB e com seu padrinho político o deputado federal Dimas Fabiano, que vai enfrentar uma reeleição em breve. Dimas Fabiano, por ser o federal que mais trouxe recursos à Varginha nos últimos anos, terá a reeleição garantida, contudo, uma candidatura de Piva a estadual pode significar a ampliação de sua luz política para uma disputa majoritária em 2020, ou um “brilho passageiro” de tantos meteoros políticos que já passaram por Varginha. O tempo dirá!

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