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Coluna Minas Gerais 22/12/2017

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Programa de hortas completa 35 anos

            No dia 15 de dezembro, um dos programas mais elogiados do Brasil por seu alcance social e promoção da segurança alimentar, completou 35 anos em Sete Lagoas. As hortas comunitárias cortam bairros da área urbana do município e o sucesso no cultivo de uma grande variedade de verduras e legumes é alcançado “graças ao apoio incondicional” da Prefeitura de Sete Lagoas. O projeto garante renda e ocupação para 320 famílias, totalizando cerca de 1400 pessoas beneficiadas direta ou indiretamente. Os canteiros estão em 8 bairros da cidade que, somados, ocupam uma área de 23 hectares. (Sete Dias – Sete Lagoas)

 

216 presos em Divinópolis fazem Encceja

            O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) foi aplicado nesta quarta-feira, 20, para pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que desejam obter certificação do Ensino Médio. Foram aplicadas na terça-feira, 19, as provas para obtenção da certificação de Ensino Fundamental. Em Divinópolis, no presídio Floramar, 216 presos se inscreveram para participar das avaliações. Já no Centro Socioeducativo da cidade, 22 adolescentes realizaram o exame, voltado para aqueles que não concluíram os ensinos fundamental e médio na idade correta. (Portal Agora – Divinópolis)

 

Município tem dívida de mais de R$ 3 mi

            Em esclarecimento aos últimos acontecimentos envolvendo os convênios da Prefeitura de Caratinga com o Centro de Assistência à Saúde (CASU), a mantenedora Fundação Educacional de Caratinga (Funec) concedeu uma coletiva de imprensa, onde alegou que o município tem uma dívida superior a R$ 3 milhões com a instituição. De acordo com o procurador da Funec, Thales Rezende, existem dois convênios da Funec com o município de Caratinga. Os objetos aparentemente são semelhantes e complementares, na prestação de serviço na área de saúde. Dentre os serviços, atendimentos laboratoriais, exames laboratoriais e a reabilitação. O outro convênio seria sobre o Pronto Atendimento, relacionado a pronto socorro e atendimentos de urgência e emergência. Eles tem os valores, respectivamente, R$ 270 e 250 mil reais. (Diário de Caratinga)

 

Greve afeta serviços em Juiz de Fora

            Os serviços nas unidades estaduais de saúde em Juiz de Fora começaram a apresentar, nesta quarta-feira, 20, reflexos do movimento grevista convocado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores de Saúde de Minas Gerais (SindSaúde/MG), por conta da indefinição sobre o pagamento do 13º salário. No Hemominas, por exemplo, o serviço de coleta de sangue estava lento pela manhã, demorando cerca de duas horas e meia para ser concluído. Segundo o diretor estadual do SindSaúde/MG de Juiz de Fora, Fabiano Ponciano, o Hemominas está operando com o efetivo reduzido em 30%, o que tem tornado o atendimento lento. (Tribuna de Minas – Juiz de Fora)

 

Projeto sobre a APA é aprovado

            Sem votos contrários, vereadores aprovaram projeto de lei referente ao Plano Diretor de zoneamento do perímetro urbano da Área de Proteção Ambiental (APA) do rio Uberaba. A proposta havia sido criticada por ambientalistas anteriormente, mas a discussão em plenário transcorreu com tranquilidade ontem. Um dos questionamentos contra a proposta seria a permissão para ocupação e loteamento de 50% da APA. No entanto, o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, estava presente em plenário e contestou os dados. O coordenador regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias do Rio Paranaíba e Baixo Rio Grande, Carlos Valera, acompanhou a votação e também se manifestou favorável à proposta. Ele afirma que o Plano Diretor da área está sendo discutido há três anos e já passou por audiências públicas. (Jornal da Manhã – Uberaba)

 

Câmara cria Banco de Ideias Legislativas

            A Câmara Municipal de Leopoldina divulgou na edição nº 2151, desta quarta-feira, 20, Resolução pela qual fica instituído o Banco de Ideias Legislativas com o objetivo de promover a legislação participativa no âmbito do Município de Leopoldina, aproximando a Câmara de Vereadores da comunidade, permitindo que cidadãos individualmente apresentem sugestões ao Parlamento, integrando as entidades da sociedade civil às discussões sobre o ordenamento jurídico do Município. (Leopoldinense)

 

Cantata no presídio de Manhumirim

            Em sua terceira edição, aconteceu no final de semana, a Cantata de Natal do presídio de Manhumirim, com o tema “A Mensagem de Natal”. O evento foi realizado pelo do presídio com apoio da Prefeitura Municipal, a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, APAC e a Igreja Presbiteriana que desenvolve com os reeducandos o Projeto Agentes da Esperança. O diretor-geral do presídio Maciel Carvalho Vieira fez a abertura dando as boas-vindas às autoridades e convidados que lotaram o salão. Prestigiaram a apresentação a Juíza de Direito Dayane Rey da Silva, a presidente da APAC Renata Elisa Portes, o prefeito Luciano Machado, o presidente da Câmara Sérgio Borel, vereadores e outras autoridades municipais. (Diário de Manhuaçu)

 

Estudantes agraciados com o Mérito Escolar

            A Câmara Municipal de Rio Piracicaba, realizou reunião solene para homenagear jovens estudantes de escolas da rede estadual e municipal de ensino, através da Condecoração do Mérito Escolar “Inêz Guedes Carneiro Dias”. Os alunos contemplados com a Condecoração do Mérito Escolar são indicados por suas respectivas instituições de ensino seguindo critérios de seleção que não apenas avaliam as notas obtidas no decorrer do ano letivo, mas também por um conjunto de competências e habilidades interpessoais. (Bom Dia – João Monlevade)

 

 

Do país dos miseráveis

 

STEFAN SALEJ

 

            Dezembro, mês de festividades, desde Hannuka até o Natal e Ano Novo, sem esquecer no início de janeiro Santa Claus (que os europeus festejam), nos confunde com alegria, presentes, bons votos e bondades, com os balanços e as perspectivas. Em geral, sempre desejamos mais e mais, esperamos, que o ano que se aproxima seja um ano melhor. As festas nas empresas são cheias de otimismo, ao mesmo tempo que os documentos estratégicos prometem mundos e fundos em um país que está prestes a ter uma eleição em que o que mais predomina é a incerteza.

            Mas, fora das esperanças macroeconômicas, falam até em 3% de crescimento do Produto Interno Bruto, e passagens das reformas básicas como da Previdência e eventualmente uma tímida reforma tributária, está na hora de, com corações abertos, analisarmos, com os últimos dados do IBGE, em que país vivemos. O que de fato é o Brasil.

            O Brasil é um pais de 52 milhões de miseráveis, dos quais quase 14 milhões de pessoas vivem em condições de extrema pobreza. Onde temos 14 milhões de desempregados e uma geração de jovens de 16-29 anos nem-nem. Nem estudam e nem têm emprego. E a cada 48 horas temos um jovem assassinado. Uma população carcerária de quase 1 milhão de pessoas, das quais 40 % estão presos sem julgamento. E mais e mais estatísticas que nos colocam como o país de maior desigualdade social do mundo. Sem falar nos escândalos de corrupção.

            Bem, há coisas positivas para todos os cantos, mas elas não se sobrepõem ao retrato de miserabilidade na qual o país caiu e, por incrível que pareça, com governos de esquerda dominando a política nos últimos 16 anos.

            Não adianta tapar o sol com a peneira. O retrato social, que é claro determina o retrato econômico (não vamos nem falar na educação) nos leva a pensar que futuro temos. Que modelo econômico de democracia será proposto para a inclusão desse contingente de miseráveis no mercado de trabalho. Quais concessões sociais o estado está disposto a ceder para que a situação mude. E como mudar?

            Não vejo que nenhum dos políticos esteja discutindo isso neste momento. Não há uma visão a médio prazo e nem um projeto de país que vislumbre mudança, seja ela radical, seja ela gradual, dessa situação.

            Simplesmente aceitamos que as diferenças sociais que temos fazem parte do Brasil, e somos indiferentes ao retrato do país dos miseráveis.

            Mas, a história mostra que essas diferenças não constroem um país, mas destroem seu tecido social, político e econômico. A vulnerabilidade é maior do que queremos perceber. Principalmente se aceitarmos essa triste realidade que construímos.

 

STEFAN SALEJ, consultor empresarial, foi presidente do Sistema Fiemg e do Sebrae MG

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