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Coluna Minas Gerais 19/01/2018

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Movimento separatista iniciado no Sul

            Reunidos na última segunda-feira em Pouso Alegre para traçar uma estratégia contra os atrasos frequentes nos repasses de verbas por parte do governador Fernando Pimentel, prefeitos do Sul de Minas reclamaram também da falta de diálogo por parte do Governo que nos últimos meses tem fechado as portas aos prefeitos sul mineiros. Durante o encontro foram planejadas ações e uma delas diz respeito a possibilidade de lançamento de um candidato a Governador nas próximas eleições. Mas os planos dos prefeitos não param por aí: está sendo cogitada a criação de um movimento separatista no sul de Minas, com a criação de um novo Estado. O movimento, segundo alguns prefeitos, reuniria 146 cidades do Sul de Minas. (Portal da Cidade)

 

Workshop orienta contabilistas e empresas

            A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia de Sete Lagoas está mudando seu sistema de gestão do ISSQN que, entre outros serviços, engloba a emissão de notas fiscais. O principal objetivo é melhorar o atendimento oferecendo mais segurança e eficiência. Para esclarecer dúvidas e, principalmente, mostrar aos usuários as vantagens conquistadas foi realizado nesta quarta e quinta-feira, 17 e 18, workshop, em sessões distintas, para contabilistas e empresas do município no auditório da Associação Comercial e Industrial (ACI) situado no centro da cidade. (Sete Dias – Sete Lagoas)

 

Associação do Mucuri tem nova diretoria

            A  Associação dos  Municípios da  Microrregião do  Vale do Mucuri – Amuc realizou a CXI  Assembleia Ordinária para  eleição da nova diretoria,  exercício 2018, e prestação  de contas da gestão anterior. O prefeito de Ladainha, Walid Nedir foi eleito presidente da AMUC por unanimidade. Ele parabenizou aos prefeitos e reafirmou que está na presidência sem partidarismo. “Eu não tenho partido. Não tenho candidato. Meu candidato hoje é a AMUC e o município de Ladainha. Vou procurar fazer o melhor para ajudar os colegas prefeitos, e eles me ajudarem, porque a união faz a força. Sozinho nós não vamos fazer nada, mas unidos vamos fazer muita coisa”, disse em seu pronunciamento. (Diário Tribuna do Mucuri)

 

Projeto  requer mais segurança nas escolas

            O aumento da violência e a sensação de insegurança contribuem para o número de instalações de câmeras de vigilância e sistemas de monitoramento eletrônico. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), mesmo em momento de crise econômica, o setor de segurança eletrônica continuou crescendo no país. Este assunto foi pauta na primeira sessão ordinária de 2018, nesta terça-feira, 16, pelo vereador Giulliano Sousa Rodrigues (PTC). Em uso da tribuna, ele fez o requerimento de um projeto de lei que dispõe sobre a instalação de câmeras de segurança interna e monitoramento de vídeos em centros de educação do município. (Gazeta do Triângulo – Araguari)

 

Combustível começa 2018 em alta

            O preço dos combustíveis em Divinópolis começou 2018 como terminou 2017: em alta. Conforme os dados semanais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina e etanol subiram e o diesel ficou com preço estável nas primeiras semanas de janeiro. Segundo os dados da ANP, a gasolina na cidade está custando, em média, R$ 4,306. No último dia do ano, o litro do combustível estava cotada a R$ 4,240, apontou a agência. Na primeira semana, estava valendo R$ 4,287. O etanol também subiu no começo do ano. De acordo com a ANP, o litro do álcool combustível custa na cidade, em média, R$ 3,11, isso, na última pesquisa. (Portal Agora – Divinópolis)

 

Autuações por radares diminuem 20% em 2017

            No ano passado, a Settra registrou 46.905 infrações através dos radares fixos instalados no município. O montante representa 20% menos ocorrências se comparado aos 12 meses de 2016, quando a pasta emitiu 59.032 autuações de trânsito em razão dos abusos cometidos por motoristas e motociclistas de Juiz de Fora. De acordo com a Settra, os dispositivos de tríplice função, que além do excesso de velocidade identificam avanço do semáforo e parada sobre a faixa de pedestres, são os principais responsáveis para a redução identificada. No caso do avanço do semáforo, o declínio no número de ocorrências chegou a 30,9%. (Tribuna de Minas – Juiz de Fora)

 

Uniaraxá concederá bolsas de estudos

            O Centro Universitário do Planalto de Araxá (Uniaraxá), no intuito de cumprir o seu compromisso social, por meio da promoção de uma Educação de qualidade de forma ampla, iniciou, na última segunda-feira, 15, o processo seletivo para Bolsas de Alunos Carentes Ingressantes e Veteranos do Centro Universitário do Planalto de Araxá, em 2018. O primeiro passo para se candidatar à Bolsa é o preenchimento da inscrição até o próximo dia 4 pelo site www.uniaraxa.edu.br. Podem se inscrever os alunos ingressantes e veteranos, desde que estejam regularmente matriculados na Instituição, no período 2018/1. (Diário de Araxá)

 

Reforma urgente!

 

Olavo Machado Junior

                O fim do recesso parlamentar se aproxima e os deputados e senadores brasileiros retornam ao trabalho com uma missão crucial para o futuro do país: aprovar a reforma da Previdência. Ao assim agirem, estarão criando condições para a construção de um Brasil moderno, mais justo e equilibrado, sem privilégios e mais igual para todos. Também estarão criando ambiente propício a maiores investimentos em infraestrutura de apoio ao setor produtivo e em áreas fundamentais para a população – educação, saúde, saneamento e segurança pública.

                Esta é a posição defendida pelas entidades representativas do setor produtivo mineiro: ACMinas, CDL-BH, Fcdl-MG, Federaminas e Fecomércio (Comércio), Faemg (Agricultura), Ciemg e Fiemg (Indústria), Fetcemg (Transportes) e Ocemg (Cooperativismo). Mobilizadas no Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, estas instituições renovam e reafirmam o seu mais irrestrito apoio à reforma da Previdência. Assim o fazem por entenderem que a sociedade brasileira paga hoje um alto preço por não ter feito, no tempo certo, as reformas fundamentais para garantir a competitividade da economia mineira, a produção sustentável e a geração de riqueza para o estado e de empregos de qualidade.

                É com este compromisso que recebemos hoje, na Fiemg, o ministro da Secretaria de Governo, deputado Carlos Marun. Responsável pela articulação política entre os poderes Executivo e Legislativo no âmbito federal, transmitiremos a ele a mensagem unânime de irrestrito apoio do setor produtivo mineiro à reforma da Previdência. Nosso posicionamento se fundamenta na constatação de que não é mais possível conviver com o rombo anual da Previdência, da ordem de R$ 305 bilhões que se esvaem pelos ralos da irresponsabilidade fiscal. Com a economia garantida pela reforma da Previdência até 2028, da ordem de R$ 1 trilhão, seria possível construir, por exemplo, um milhão de casas populares/ano. Também seria possível construir 221.664 escolas e 40.786 hospitais.

                Reformar a Previdência, portanto, significa estancar uma sangria que dilapida recursos públicos formados por altíssimos impostos pagos pelos brasileiros – e é, por isso mesmo, objetivo que precisamos alcançar com urgência. Hoje, a população aposentada brasileira cresce 3,5% ao ano e a população de trabalhadores na ativa aumenta apenas 0,7% – e, em muito pouco tempo, vai estagnar. A estimativa é que, nos próximos 30 anos, haverá 6% a menos de pessoas trabalhando e 250% a mais de pessoas recebendo benefícios da Previdência Social. Se nenhuma medida for tomada, ela estará, irremediavelmente, quebrada. É uma conta que não fecha. Faltará dinheiro para pagar as pessoas que já estão aposentadas e as que irão se aposentar nos próximos anos.

                Dezenas de nações pelo mundo afora, que passaram por situações semelhantes, já reformaram os seus sistemas previdenciários, adequando-os à nova realidade demográfica e expectativa de vida. Na contramão, os brasileiros continuam se aposentando, em média, com 59,4 anos. Na maioria dos países, essa idade é bem mais alta: Itália (61,4), Grécia (61,6), Espanha (62,2), Turquia (65,2), Estados Unidos (65,9), Portugal (67), Chile (70,9) e México (72).

                A esta questão, soma-se a necessidade de se corrigirem injustiças presentes nos regimes de Previdência vigentes em nosso país. Hoje, a aposentadoria dos trabalhadores das empresas particulares é limitada ao máximo de R$ 5.531, sendo que 64% dos beneficiários recebem apenas um salário mínimo. No setor público, a situação é bem diferente. Nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, as aposentadorias chegam a R$ 10 mil, R$ 20 mil e ao completo absurdo de até mais de R$ 30 mil por mês. A reforma poderá promover maior equilíbrio nesses valores, reduzindo privilégios absolutamente inaceitáveis.

                Por todos estes motivos, os deputados e senadores brasileiros têm nas mãos muito mais do que a responsabilidade da aprovação de uma reforma. Os parlamentares decidirão sobre o tipo de nação que queremos construir: um Brasil moderno, forte e justo ou um país apequenado e asfixiado pela insolvência e pelos privilégios que uma minoria recebe e que oneram e penalizam a esmagadora maioria dos trabalhadores.

                Temos a expectativa de que nossos parlamentares – deputados federais e senadores – nortearão seus votos de acordo com o interesse do país e da sociedade brasileira. Alguns estados já estão atrasando ou parcelando o pagamento das aposentadorias e esta é a realidade que se alastrará por todo o país se a reforma da Previdência não for feita agora. Não tem milagre: se o dinheiro que entra é menor do que o que sai, alguém vai ficar sem receber.

                A indústria mineira está ao lado daqueles que querem construir uma nação próspera, geradora de riqueza e justa na distribuição dos frutos do crescimento econômico. Não podemos mais esperar. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal precisam compreender que está em suas mãos corrigir distorções históricas que se alimentam da omissão e do fisiologismo, para criar, no país, cidadãos de primeira e de segunda classe, em razão de desigualdades inaceitáveis nos sistemas de Previdência para os setores público e privado, criando castas e assegurando privilégios a alguns e penalizando a maioria dos trabalhadores.

 

                OLAVO MACHADO JUNIOR é presidente do Sistema Fiemg.

A INDÚSTRIA MINEIRA ESTÁ AO LADO DAQUELES QUE QUEREM CONSTRUIR UMA NAÇÃO PRÓSPERA

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