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Coluna do Adaury 23/09/2017

Aos leitores, Bom dia.

Começo a coluna agradecendo a todos que me telefonaram também um amigo, Senhor Antônio Delfraro, que presenteou-me com uma sofisticada garrafa de um delicioso licor. Também agradeço ao Aloisio Gomes que trouxe-me uma torta de nozes pela passagem do meu aniversário.

Parte 1

“Fatos da vida real”

Transcrevo a letra de uma música antiga do nosso cotidiano.

Dolores Sierra
Vive em Barcelona
Na beira do cais
Não tem castanholas
E faz companhia
A quem lhe der mais
Nasceu em Salamanca
Seu pai lavrador
Veio a maioridade
Como quem nasce na roça
Tem sempre a ilusão
De viver na cidade.

Sua mãe chorou
No dia em que ela partiu
Pra conhecer Dom Pedrito
Que prometeu e não cumpriu
Com frio e com sede
Só na sarjeta
Sorriu para um homem
E ganhou a primeira “peseta”.
O navio apitou, paguei a despesa
E a história se encerra
Adeus Barcelona, adeus Dolores Sierra.

 

Parte II

” A Casa Humberto Conde”

Na Avenida Rio Branco há décadas, do lado esquerdo de quem desce, próximo à Igreja Matriz a Casa Humberto Conde nas manhãs de sábado ficava lotada, com trabalhadores que vinham das roças nas carrocerias dos caminhões. Lá só não vendia remédios, tinha de tudo: ferraduras, pelegos e arreios para cavalos. Sentadas nas cadeiras as mulheres amamentavam seus pimpolhos, um homem experimentava uma sanfona, outro com uma espingarda de carregar pela boca mirava uma caça fictícia. Do lado de fora os pipoqueiros e picolezeiros faziam a festa da mulecada.

Parte III

“Mais casos de assombração”

Certa noite estavam reunidos em um bar nas proximidades do cemitério, os jovens, todos já falecidos, são eles: Meu primo, Vitor Canalonga, meu irmão Amaury, Clélio Junqueira e o tricordiano Vicente Catinga. Estavam cantando e tocando violão. Sobre a mesa, pratinhos com azeitonas, muita cerveja e várias garrafas de cachaça. De repente, o grande sino de bronze da Igreja Matriz soou as 12 badaladas, anunciando a meia-noite.

Meu primo Vitor que era um tremendo gozador disse aos amigos: “Quem tiver coragem de ir ao cemitério e tocar violão sobre um tumulo não precisa pagar sua parte da despesa”. Vicente Catinga que estava meio duro respondeu: “Eu topo”. Lá foram eles cambaleantes rumo ao portão do dito cujo. Foi um tal de aperta daqui, levanta dali, e finalmente Vicente caiu como um fardo do lado de dentro. Pelo vão das grades, passaram-lhe o violão e a garrafa da “mardita”. Ele sentou-se sobre um tumulo, acendeu um cigarro, sorveu uma talagada da marvada, e dedilhou o violão, dimdimdimdim, a seguir, ele tirou os dedos das cordas e o violão tocou sozinho, domdomdomdom. Vicente deu um berro, jogou o violão para o alto, chutou a garrafa da “pirigosa”, e saiu em desabalada carreira.

Por hoje é só.  Aproveito para mandar  um abraço a dois amigos que há tempos não vejo, são eles, Doutor Linborço e Eutêmio Tavares.

Em tempo: Não percam domingo na Clube FM o programa Alegre e descontraído, “Viola Cabocla”, com Luiz Alberto. Ás 8 horas liderando a audiência, “Domingo Especial” com papa da comunicação, Senhor Antônio Marcos. Voei.

Meu tel: 035991957251

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