sexta-feira , 19 Janeiro 2018
Home / Coluna do Adaury / Coluna do Adaury 18/09/2017

Coluna do Adaury 18/09/2017

Aos leitores, bom dia.

Devido a excelência das notícias publicadas nesse jornal e novos patrocinadores e assinantes, a eles eu dedico a coluna de hoje escrevendo que já foi contada há muito tempo. Vamos lá.

Causos de assombrações

Parte I

No casarão da esquina da Rui Barbosa com a Presidente Antonio Carlos residia meu avô Maurício. Na grande sala, duas ou três vezes por semana, à noite se reuniam os senhores Zoroastro Franco de Carvalho, José Dalia e tio Toinho, esse último, avô do Dr. Lorival Oliva Gomes, do Lander e da Leda. Sobre a mesa um bule de café quente, broas e biscoitos. Na cozinha, meu pai Elídio, Dr. Washington e o promotor, Dr. Geninho (Eugênio). Na mesa uma garrafa de cachaça e pipoca ou pinhão cozido. Entre um gole e outro o papo corria animado. Na sala o assunto preferido era causos de assombração. Tio Toinho contava que toda sexta-feira à meia noite no cemitério velho, hoje Praça da Fonte, uma linda e transparente mulher loira, altíssima, com uma vela nas mãos, caminhava para lá e para cá. Ela parecia flutuar pois seus pés não tocavam o chão.

Parte II

A morte do amigo

Era quaresma, meu saudoso avô Maurício por volta de onze horas da noite estava voltando à cavalo da cidade de Elói Mendes onde tinha ido visitar o barão, seu pai de criação. Chovia torrencialmente. Nas proximidades do aeroporto, o cavalo começou a empinar e relinchar. Ele sentiu que tinha algo na garupa, esporeou o cavalo para que galopasse, raios riscavam o céu escuro, faíscas e trovões iluminavam o caminho. De repente ele sentiu duas mãos geladas sobre seu ombro e pescoço. Meu avô ficou com medo e fez com que o cavalo galopasse mais depressa. Chegou em Varginha por volta da meia noite. No outro dia, bem cedo, veio a saber que um grande amigo e compadre havia falecido. Nota: ele contou este caso várias vezes.

Parte III

A capa
Há muitos anos, passados em um pequeno vilarejo no interior de nosso estado, chegou um forasteiro e se hospedou em uma pensão. Era noite de sábado e ele saiu para dar umas voltas. Passou por um local onde acontecia um bailinho e resolveu entrar. Os pares dançavam animados, foi quando ele viu em um canto uma linda jovem solitária. Ele foi até ela e gentilmente a convidou para dançar, o que foi aceito de imediato. Após várias danças saíram, e ele foi levá-la em casa. Estava chovendo e ele colocou sua capa nos ombros da moça. Vale dizer que durante a dança e o caminhar pela rua de terra, a jovem pronunciou poucas palavras. Sua casa era afastada do portão da entrada, se despediram. Logo pela manhã ele foi à casa da moça buscar sua capa. Ao chegar à residência ele foi atendido por um senhor já de idade avançada que o convidou para entrar. Ele disse ao homem: “Meu senhor eu vim buscar a capa que ontem no baile eu emprestei à sua filha”. O homem respondeu: “O senhor deve estar enganado, nesta casa é somente eu e minha esposa”. Foi quando o forasteiro viu na parede o retrato da jovem, ele apontou para o retrato e disse: “Olha, alí está ela”. O velho respondeu: “Mais uma vez o senhor está enganado, minha filha é falecida há vários anos, se o senhor não acredita vamos até o cemitério que eu vou lhe mostrar”. Lá chegando, qual não foi a surpresa do forasteiro ao ver sua capa estendida sobre o túmulo. Agora chega de assombração.
E para terminar uma piadinha sem graça para alegrar a coluna. Vamos lá.

O homem bate na porta de uma casa, a mulher atende, um senhor pede um copo d’água. A dona olha para trás e grita: “Diplomaaaa, traga um copo d’água para o moço”. Lá vem um garoto com a água. O homem toma, agradece e curioso pergunta: “Desculpe minha senhora, que nome curioso tem seu neto, posso saber o porquê”? Ela responde: “Acontece que minha filha foi estudar fora e este foi o diploma que ela trouxe”.

Por hoje é só, voei mandando um abraço ao amigo e ex cliente, Dr. Gleizer Naves, diretor regional da TV Alterosa. Meu tel: 35 991957251.

Sobre Redação

Veja Também

Coluna do Adaury 03/09/2017

Aos leitores, bom dia. Parte I “A vida noturna da querida Princesa do Sul” Vamos ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *