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Coluna do Adaury 03/09/2017

Aos leitores, bom dia.

Parte I

“A vida noturna da querida Princesa do Sul”

Vamos lá. Varginha pode se orgulhar de ter sido um berço de galãs, os saudosos Dr. Antonio Osmar Braga, Nenem Galinha e seu irmãos Camilo Tavares, Silvio Nogueira Campos e, vivinho, graças a Deus, este colunista, claro. Valente Campos e Sélvio Souza Pinto. Todos os sábados íamos à Boate Corujinha para uma noite dançante. Eu ia acompanhado pela minha linda namorada, neta de Italianos, a bela se chamava Mafalda. Na nossa mesa uma garrafa de uísque e cerveja. Embalados ao som do conjunto Los Cubanos dançávamos de rosto colado até a madrugada.

Parte II

“As beldades da época”

Eis algumas que me lembro: Nathalina Bregalda, Delza Dias, minha prima Ivone Canalonga, minha irmã Carolina (zizi), Silvinha Souza Pinto, Ligia Loiola, cujo pai, Sr. Ludovico, era gerente do Banco Mineiro da Produção, situado onde hoje é a Prefeitura na Rua Presidente Antonio Carlos. Lígia era apaixonada pelo “bon vivant”, Felipe Frota, que não lhe dava bolas, só queria passear na cidade no seu luxuoso conversível vermelho sem capota tendo nos lábios uma longa piteira.

Parte III

“Do luxo à decadência”

Situado na Rua Tiradentes o luxuoso cabaré de dois andares Luz Vermelha. Nas noites de sábado ficava lotado por abastados fazendeiros de toda região. A grande pista de dança era rebaixada e iluminada com luz vermelha rasteira, ao redor da mesma, trinta ou quarenta mesas cobertas por toalhas de linho bordadas a mão. Sobre cada mesa um pequeno abajur com luz vermelha opaca, sobre elas baldinhos com gelo, uísque e cerveja a vontade. A cafetina proprietária do cabaré, Dona Carmélia, escolhia as prostitutas a dedo, mais de trinta mulheres lindas usando sapatos de salto altíssimos, vestidos longos pretos ou vermelhos abertos na lateral até a altura das coxas, várias joias de real valor.

Parte IV

“A decadência”

Diz o velho ditado que tudo que é bom um dia acaba. Com o falecimento de dona Carmélia o cabaré foi à ruína, o conjunto musical foi substituído por uma eletrola, as paredes começaram a descascar pelos rebocos, a pista já não era encerada, toalhas de mesa outrora de linho agora eram de plástico, as mulheres que eram lindas ficaram velhas e doentes, o ambiente passou a ser frequentado por gigolôs e cafetões. Finalmente o cabaré fechou as portas dando lugar à Madeireira Paraná, dos irmãos Maritan.

O Sr. Wagner Pio, da Relojoaria Central, avisa que acaba de receber os últimos lançamentos em jóias, relógios, pulseiras e etc. Tudo com requinte e bom gosto.

No meu aniversario que passou agradeço aos presentes dos meus filhos e também ao Sr. Leão Miranda e Sr. Aloísio Gomes.

Agora uma piadinha sem graça para alegrar a coluna. Vamos lá.

O homem quis tirar um sarro do seu medico, disse:; “Dr. eu sinto uma dor terrível um palmo a cima da minha cabeça”. O medico não se deu por rogado e disse ao paciente: “olha aqui, você toma esses comprimidos todos os dias cinco minutos antes de você acordar”.

Por hoje é só, voei.

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